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terça-feira, 2 de novembro de 2010

O Senado a partir de 2011: uma casa de santos...

Alguns subjudice; depois, se passarem, voltam a ser santos...

O novo Senado em 2011
Veja quem se elegeu, quem está no meio do mandato e quem ainda pode assumir uma cadeira na Casa
PT e PMDB elegem quase metade dos senadores

Acre
Jorge Viana (PT) - eleito
Sérgio Petecão (PMN) - eleito
Aníbal Diniz (PT-AC), suplente do governador eleito Tião Viana (PT-AC) – mandato até 2015

Alagoas
Benedito de Lira (PP) - eleito
Renan Calheiros (PMDB) - reeleito
Fernando Collor (PTB) – mandato até 2015

Amapá
Randolfe (Psol) - eleito
Gilvam Borges (PMDB)*
José Sarney (PMDB) – mandato até 2015
*Reeleição sub judice. Não foram computados os votos de João Capiberibe (PSB), barrado pela Lei da Ficha Limpa

Amazonas
Eduardo Braga (PMDB) - eleito
Vanessa Grazziotin (PCdoB) – eleita
Alfredo Nascimento (PR) – mandato até 2015

Bahia
Walter Pinheiro (PT) - eleito
Lídice da Mata (PSB) – eleita
João Durval (PDT) – mandato até 2015

Ceará
Eunício Oliveira (PMDB) – eleito
José Pimentel (PT) – eleito
Inácio Arruda (PCdoB) – mandato até 2015

Distrito Federal
Cristovam Buarque (PDT) - reeleito
Rodrigo Rollemberg (DF) - eleito
Gim Argello (PTB) - mandato até 2015

Espírito Santo
Magno Malta (PR) – reeleito
Ricardo Ferraço (PMDB) – eleito
Ana Rita Esgário (PT), suplente do governador eleito Renato Casagrande (PSB-ES) – mandato até 2015

Goiás
Demóstenes Torres (DEM) - reeleito
Lúcia Vânia (PSDB) - reeleita
Marconi Perillo (PSDB) – mandato até 2015**
**disputa o segundo turno em Goiás, seu primeiro suplente é Cyro Miranda (PSDB)

Maranhão
Edison Lobão (PMDB) – reeleito
João Alberto (PMDB) - eleito
Epitácio Cafeteira (PTB) - mandato até 2015

Minas Gerais
Aécio Neves (PSDB) – eleito
Itamar Franco (PPS) – eleito
Eliseu Rezende (DEM) - mandato até 2015

Mato Grosso
Blairo Maggi (PR) – eleito
Pedro Taques (PDT) – eleito
Jayme Campos (DEM) - mandato até 2015

Mato Grosso do Sul
Delcídio Amaral (MS) – reeleito
Valdemir Moka (PMDB) – eleito
Marisa Serrano (PSDB) – mandato até 2015

Paraíba
Vitalzinho (PMDB) – eleito
Wilson Santiago (PMDB)*
Cícero Lucena (PSDB) - mandato até 2015
*Eleição sub judice. Não foram computados os votos de Cássio Cunha Lima (PSDB), barrado pela Ficha Limpa

Pernambuco
Humberto Costa (PT) – eleito
Armando Monteiro (PTB) – eleito
Jarbas Vasconcelos (PMDB) - mandato até 2015

Pará
Flexa Ribeiro (PSDB) – reeleito
Marinor Brito (Psol)*
Mário Couto (PSDB) – mandato até 2015
* Eleição sub judice. Não foram computados os votos de Jader Barbalho (PMDB) e Paulo Rocha (PT), barrados pela Ficha Limpa

Piauí
Wellington Dias (PT) – eleito
Ciro Nogueira (PP) – eleito
João Vicente Claudino (PTB) - mandato até 2015

Paraná
Gleisi Hoffman (PT) – eleita
Roberto Requião (PMDB) – eleito
Alvaro Dias (PSDB) - mandato até 2015

Rio de Janeiro
Lindberg Farias (PT) – eleito
Marcelo Crivella (PRB) – reeleito
Francisco Dorneles (PP) - mandato até 2015

Rio Grande do Norte
José Agripino (DEM) – reeleito
Garibaldi Alves Filho (PMDB) – reeleito
Garibaldi Alves (PMDB), suplente que assume no lugar de Rosalba Ciarlini (DEM), governadora eleita - mandato até 2015

Rondônia
Valdir Raupp (PMDB) – reeleito
Ivo Cassol (PP)*
Acir Gurgacz (PDT) até 2015
*Eleição sub judice.O ex-governador Cassol conseguiu liminar suspendendo os efeitos da Lei da Ficha Limpa. A terceira colocada na disputa foi a senadora Fátima Cleide (PT).

Roraima
Romero Jucá (PMDB) – reeleito
Ângela Portela (PT) – eleita
Mozarildo Cavalcanti (PTB) – mandato até 2015

Rio Grande do Sul
Paulo Paim (PT) – reeleito
Ana Amélia Lemos (PP) – eleita
Pedro Simon (PMDB) até 2015

São Paulo
Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) - eleito
Marta Suplicy (PT) – eleita
Eduardo Suplicy (PT) - mandato até 2015

Sergipe
Antonio Carlos Valadares (PSB) – reeleito
Eduardo Amorim (PSC) – eleito
Maria do Carmo (DEM-SE) - mandato até 2015

Santa Catarina
Luiz Henrique (PMDB) – eleito
Paulo Bauer (PSDB) – eleito
Niúra Demarchi (PSDB), suplente do governador eleito Raimundo Colombo (DEM) – mandato até 2015

Tocantins
João Ribeiro (PR) - reeleito
Marcelo Miranda (PMDB) - eleito
Kátia Abreu (DEM) - mandato até 2015

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

A marcha da autocracia: metodos conhecidos

Parece incrível que alguém tenha de se lembrar que o Senado deve ser um poder independente da presidência da República. As instituições políticas no Brasil conhecem um processo irreversível de deterioração, e os homens políticos caminham para uma subordinação aos donos do dinheiro que ainda não tinha sido vista no Brasil com essa força.

TAMAR FRANCO DEFENDE UM SENADO INDEPENDENTE!

(Nota de sua assessoria, ontem) 1. Itamar Franco: Ex-presidente diz que Constituição estabelece que o senador deve julgar o presidente da República e que, para isso, não deve ser atrelado ao Poder Executivo. O candidato ao Senado pela coligação “Somos Minas Gerais”, Itamar Franco, defende a independência dos senadores em relação ao Poder Executivo. Ontem, em seu Twitter, Itamar afirmou que a primeira atribuição constitucional de um senador é julgar o presidente da República. “A primeira atribuição constitucional de um senador é julgar o presidente da República”. E perguntou: “Como pode um candidato anunciar-se senador do presidente?”

2. No entendimento de Itamar Franco, que já foi senador por 16 anos, em dois mandatos, o parlamentar deve preservar sua isenção, em vez de dizer que será um representante do presidente da República. Um dos motivos que teriam levado ao enfraquecimento do Poder Legislativo, segundo o ex-presidente da República, foi o atrelamento do Congresso ao Governo Federal. “Precisamos resgatar a independência dos Poderes”, afirma.

3. Itamar acredita que o senador deve defender os interesses do seu Estado de origem na Câmara Alta. “Outra atribuição, além de julgar o presidente, é estudar o endividamento dos estados e municípios. Dessa forma, ele pode atuar em prol do Estado e dos prefeitos, que é o que Aécio e eu pretendemos fazer caso eleitos”, diz o ex-presidente. Uma das frentes de trabalho em que pretende atuar é a defesa do pacto federativo. Segundo ele, a União arrecada muito e transfere pouco para os outros entes federativos. “Precisamos efetivar uma distribuição mais justa dos recursos, de tal forma que as cidades que dependem do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) tenham como sobreviver”, disse o candidato.

60% DO SENADO PERMITIRIAM TUDO AO PT!

Trechos do artigo de Renata Lo Prete, do "Painel da Folha" na Folha de SP (02).

1. Se foi assim nos últimos quatro anos, e se a onda, seja ela "vermelha" ou "continuísta", naturalmente desenha uma correlação de forças ainda mais confortável em caso de vitória petista, para que tanta gana? Embora no calor do palanque Lula transmita a impressão de ressentimento, sua motivação é essencialmente objetiva.

2. Ele invoca o papel de vítima do Senado para entrar de sola nas campanhas estaduais e ajudar a construir, para a eventual Presidência de Dilma, uma maioria ao redor de 60% das 81 cadeiras. Da aprovação de emendas constitucionais ao eventual debate sobre a instalação de uma Constituinte exclusiva, tudo é viável quando se tem uma base como essa.

3. Ainda é cedo para prever o tamanho exato que alcançará essa maioria. O voto para o Senado tradicionalmente se consolida mais tarde que o dos demais cargos majoritários -e neste ano, diferentemente de 2006, o eleitor será instado a escolher dois senadores. Até onde a vista alcança, porém, não há dúvida de que os governistas morderão muitas das vagas hoje ocupadas pela oposição. Uma coisa é certa: a estratégia "take no prisioners" de Lula guarda menos relação com um passado de privações do que com um futuro cheio de possibilidades.