Encarregado do Ibope pediu R$ 1 milhão para fraudar pesquisa, diz senador
Da Agência Senado, 11.09.2010
Meu comentário: a verdade sobre estes institutos de pesquisa de opinião está vindo à tona bem antes do esperado!
O senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) classificou como "criminoso" e "preocupante" o objeto da denúncia feita pelo senador Papaléo Paes (PSDB-AP). Papaléo afirmou que um encarregado do Ibope teria oferecido a manipulação do resultado das pesquisas ao coordenador de campanha de um dos candidatos ao governo do Amapá. A fraude custaria R$ 1 milhão e abrangeria todas as pesquisas até o segundo turno. A oferta foi gravada.
"O senador Papaléo Paes ligou para o Dr. Montenegro, que é o dono do Ibope. O Dr. Montenegro disse que era uma empresa terceirizada que eles contratavam em Belém para fazer a pesquisa no Amapá. Essas pesquisas agora começam a me deixar, digamos assim, completamente incrédulo. Ora, se isso acontece no Amapá, o que não estará acontecendo, por exemplo, em Roraima?", questionou Morazildo, na última quinta-feira, dia 2, da tribuna do Senado.
O senador observou que em Roraima o Ibope também apresentou pesquisas "um pouco preocupantes". Ele lembrou que na campanha eleitoral de 2006, as pesquisas do Ibope sempre apresentavam sua adversária na frente. Somente às vésperas da eleição, ela apresentou uma leve vantagem sobre Mozarildo, que venceu a eleição com 13% de vantagem.
Mozarildo disse que chegou à conclusão de que a pesquisa de Roraima é manipulada, pois, de repente, o atual governador, que sempre esteve atrás nas pesquisas, apareceu na penúltima pesquisa com empate numérico (41% a 41%) e na pesquisa mais recente, já aparece com 6 pontos à frente do adversário. Ele fez um apelo a Montenegro que dê explicações sobre o caso, porque as pesquisas têm uma influência muito grande sobre o eleitor indeciso.
O senador Roberto Cavalcanti (PRB-PB) disse que na Paraíba não é diferente. Para ele, o problema está na terceirização porque não existe co-responsabilidade e as discrepâncias só aumentam. Ele defendeu o aprimoramento da veracidade dos institutos de pesquisa. O senador Augusto Botelho (sem partido-RR) lembrou que, durante a campanha eleitoral, os seus eleitores reclamaram que o seu nome não aparecia nos formulários dos pesquisadores do Ibope.
Vespeiro
Mozarildo também reiterou denúncias feitas sobre o governador de Roraima, José de Anchieta Júnior, em relação a estradas, dívidas e o uso irregular do avião do governo do estado. Segundo o senador, o governador estaria utilizando o avião para viagens particulares de lazer. Ele disse que, nos próximos dias, apresentará uma lista completa dos vôos realizados pelo governador, fornecida pela Infraero, e pedirá uma investigação.
"O nosso estado está se transformando nesse esquema em que uma quadrilha quer dominar tudo, a política, alguns setores de empresas e, ao mesmo tempo, ameaçar quem ouse se contrapuser a ele. Coincidentemente, ontem o meu escritório recebeu dois telefonemas de pessoas, que não se identificaram, dizendo que eu me cuidasse, porque eu estava mexendo em um vespeiro", assinalou.
O senador solicitou ao Senado que lhe fornecesse o serviço de segurança durante a campanha eleitoral em Roraima.
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sábado, 11 de setembro de 2010
segunda-feira, 12 de abril de 2010
394) Uma intolerancia absoluta: contra a mentira e a fraude eleitoral
A tolerância é uma virtude em muitas circuntâncias, sobretudo em matéria de opiniões políticas, escolhas econômicas, preferências sociais e culturais.
Numa coisa, porém, devemos ser absolutamente intolerantes: com os que tentam nos impingir mentiras e praticar fraudes deliberadas com propósitos político-eleitorais.
Ratifico inteiramente o que vai abaixo.
Paulo Roberto de Almeida (13.04.2010)
PISTOLAGEM NA INTERNET E MENTIRA COMO MÉTODO
Reinaldo Azevedo (11.04.2010)
A pistolagem deu plantão ontem na Internet, especialmente no Twitter. E é claro que tentaram invadir também o meu blog. Agora, há uma nova modalidade — na verdade, nem tão nova, mas se tornou mais freqüente; vai ver é fruto já da orientação duzamericânu.
E essa gente escreve coisas mais ou menos assim: “Eu não vou votar na Dilma, mas você não acha que está sendo pouco isento etc, etc, etc?” Ou ainda: “Seu blog é bom, mas acho que você deveria permitir o contraditório…” Pensam que nasci ontem. Ainda que eu fosse bobo, tenho faro. E petralha é bicho que recende… E há o ataque de sempre, acusando-me de parcial, com a variante bucéfala que cobra, como já contei aqui uma vez, que eu seja “menos imparcial”. Vocês sabem como eles são…
Não me impressionam. Não gosto do que pensam. Rejeito suas concepções vesgas de democracia. Mas, acima de tudo, repudio a compulsão dessa gente para a mentira. A começar do alto, do número 1.
Quem quer que tenha ouvido ontem, por exemplo, o discurso do ex-governador Aécio Neves ouviu, afinal de contas, o que ele disse. Aécio defendeu, por exemplo, as privatizações feitas no governo FHC, mas não novas privatizações ou seu reforço. Poderia até tê-lo feito porque não é crime — ao contrário. Mas não o fez.
E como reagiu Lula em São Bernardo? Assim:
“O momento auspicioso foi quando o ex-governador de Minas disse que é preciso reforçar as privatizações. Foi o momento de maior aplauso na festa dele. Mas, se não fosse o Banco do Brasil, a Caixa Econômica, o BNDES, nós teríamos sucumbido na crise. Quem fala isso pensa que tem que entregar os dedos porque os anéis entregaram há muito tempo.”
Eis aí. Não há como condescender com prática assim, entendem? Vá lá que pudesse haver algum dúvida sincera sobre os benefícios da privatização para o país — não há, mas façamos de conta. Vá lá que as divergências não tivessem nada a ver com eficiência, só com ideologia mesmo. Ainda assim, talvez eu pudesse tolerar. Mas como tolerar a mentira? Como aceitar que se possa atribuir ao outro o que ele não disse só para dar curso àquela mesma campanha suja feita em 2006, quando Geraldo Alckmin foi acusado de querer privatizar a CEF, a Petrobras e o BB?
Notem que Aécio já passou a ser tratado como inimigo; já caiu na rede de difamação. E a senha é dada pelo próprio Lula. Pedem-me “isenção” em relação a isso? Não mesmo! Nunca! Não posso ser “isento” diante da mentira. E correntes a soldo, agora organizadas peluzamericânu e por aquele coroa que precisa de barbeiro e pente não vão me constranger.
O que há de errado com os petistas? Por que não contestam o que as pessoas efetivamente dizem e fazem? A resposta é simples: se um dia escolherem a verdade, desaparecem.
Numa coisa, porém, devemos ser absolutamente intolerantes: com os que tentam nos impingir mentiras e praticar fraudes deliberadas com propósitos político-eleitorais.
Ratifico inteiramente o que vai abaixo.
Paulo Roberto de Almeida (13.04.2010)
PISTOLAGEM NA INTERNET E MENTIRA COMO MÉTODO
Reinaldo Azevedo (11.04.2010)
A pistolagem deu plantão ontem na Internet, especialmente no Twitter. E é claro que tentaram invadir também o meu blog. Agora, há uma nova modalidade — na verdade, nem tão nova, mas se tornou mais freqüente; vai ver é fruto já da orientação duzamericânu.
E essa gente escreve coisas mais ou menos assim: “Eu não vou votar na Dilma, mas você não acha que está sendo pouco isento etc, etc, etc?” Ou ainda: “Seu blog é bom, mas acho que você deveria permitir o contraditório…” Pensam que nasci ontem. Ainda que eu fosse bobo, tenho faro. E petralha é bicho que recende… E há o ataque de sempre, acusando-me de parcial, com a variante bucéfala que cobra, como já contei aqui uma vez, que eu seja “menos imparcial”. Vocês sabem como eles são…
Não me impressionam. Não gosto do que pensam. Rejeito suas concepções vesgas de democracia. Mas, acima de tudo, repudio a compulsão dessa gente para a mentira. A começar do alto, do número 1.
Quem quer que tenha ouvido ontem, por exemplo, o discurso do ex-governador Aécio Neves ouviu, afinal de contas, o que ele disse. Aécio defendeu, por exemplo, as privatizações feitas no governo FHC, mas não novas privatizações ou seu reforço. Poderia até tê-lo feito porque não é crime — ao contrário. Mas não o fez.
E como reagiu Lula em São Bernardo? Assim:
“O momento auspicioso foi quando o ex-governador de Minas disse que é preciso reforçar as privatizações. Foi o momento de maior aplauso na festa dele. Mas, se não fosse o Banco do Brasil, a Caixa Econômica, o BNDES, nós teríamos sucumbido na crise. Quem fala isso pensa que tem que entregar os dedos porque os anéis entregaram há muito tempo.”
Eis aí. Não há como condescender com prática assim, entendem? Vá lá que pudesse haver algum dúvida sincera sobre os benefícios da privatização para o país — não há, mas façamos de conta. Vá lá que as divergências não tivessem nada a ver com eficiência, só com ideologia mesmo. Ainda assim, talvez eu pudesse tolerar. Mas como tolerar a mentira? Como aceitar que se possa atribuir ao outro o que ele não disse só para dar curso àquela mesma campanha suja feita em 2006, quando Geraldo Alckmin foi acusado de querer privatizar a CEF, a Petrobras e o BB?
Notem que Aécio já passou a ser tratado como inimigo; já caiu na rede de difamação. E a senha é dada pelo próprio Lula. Pedem-me “isenção” em relação a isso? Não mesmo! Nunca! Não posso ser “isento” diante da mentira. E correntes a soldo, agora organizadas peluzamericânu e por aquele coroa que precisa de barbeiro e pente não vão me constranger.
O que há de errado com os petistas? Por que não contestam o que as pessoas efetivamente dizem e fazem? A resposta é simples: se um dia escolherem a verdade, desaparecem.
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