Porta-vozes do PT mandam o Papa calar a boca. Leia o que escreveram Mino Carta e Kotsho.
Coluna do jornalista gaúcho Políbio Braga, 29.10.2010
Não foi apenas a ex-ministra Dilma Roussef quem desdenhou da orientação passada aos seus fiéis brasileiros pelo Papa Bento XVI, porque líderes do PT também reagiram mal ao que leram e viram na imprensa. "Isto é coisa dele", só faltou dizer Dilma Roussef na TV. Lula foi ainda mais longe, ao lembrar que o Brasil é laico e independente, como se o Papa e a Igreja Católica ignorassem isso. O Brasil é laico, mas não é ateu e nem exige que os brasileiros sejam ateus, já que a Constituição reconhece total liberdade religiosa. O Papa orientou os católicos para que não votem em candidatos que defendem o aborto. O caso envolve questão religiosa de extraordinária relevância, porque os cristãos, católicos sobretudo, consideram que existe vida a partir da fecundação, o que quer dizer que para as Igrejas o aborto não passa de assassinato - um taque direto à vida.
CLIQUE AQUI para ouvir e ver o Papa falando aos bispos.
CLIQUE AQUI para ouvir e ver o que disse Dilma para a Folha, antes de se desmentir.
De Mino Carta, da Carta Capital
- Acho que o papa deveria se preocupar com os escândalos que pipocam todos os dia na Igreja Católica. Deveria se preocupar com os padres pedófilos, e este, a bem da verdade, é um antiguíssimo problema, sempre hipocritamente ignorado. Deveria se preocupar com os inúmeros prelados que têm relação com a máfia. E com as investigações da justiça italiana sobre as atividade de seu banco, o IOR – Instituto para as Obras de Religião – que é, há muito tempo, um dos mais renomados do mundo em matéria de lavagem de dinheiro. A hipocrisia vaticana se revela até mesmo no nome. Que “obras religiosas” seriam essas?”
De Ricardo Kotscho, ex-secretário de Imprensa de Lula
- O Papa foi inconveniente, chegou atrasado na história e entrou de gaiato numa falsa polêmica que até a mídia já tinha esquecido. Deveria se preocupar mais com os casos de pedofilia envolvendo religosos que grassaram nos últimos anos em sua igreja, com a perda de fiéis para as seitas evangélicas e o esvaziamento dos seus templos. Não precisamos dos seus conselhos para saber como deveremos votar no domingo.
sábado, 30 de outubro de 2010
O PT como ameaca a democracia - fontes disponiveis de informacao
Um colega de lista enviou uma relação de fontes documentais sobre o PT como uma real ameaça à democracia.
Para muitos, seria um exagero, teoria da conspiração, quando existem evidências em todos os lados.
- Para quem ainda acredita que o PT virou social-democrata moderado, seria interessante saber qual foi a postura do PT em relação ao fechamento da RCTV , TV Venezuela de oposição fechada por Chavez. Conforme matéria do Estadão.
http://acertodecontas.blog.br/atualidades/pt-e-governo-se-cala-sobre-fechamento-de-maior-emissora-de-tv-na-venezuela/
Sim, o PT assinou o manifesto aprovando o fechamento da TV da oposição.
- Amigos que já foram do PT, tem a mesma idéia, aquele conjunto de facções, mudou muito pouco. Um dos fundadores , o Hélio Bicudo, avisa sobre o grande perigo democrático que vivemos. O mundo do PT é aquele velho mundo marxista da luta de classes.
http://www.youtube.com/watch?v=9E4sMClc5Kw
- Há juristas como Ives Gandra, avisando do perigo real do retrocesso democrático do projeto aprovado pelo Lula e colocado como plano de governo da candidata Dilma( retirado para não assustar os eleitores)
http://www.youtube.com/watch?v=VQldMpBECvo
http://www.youtube.com/watch?v=zyCdMrBytb8
http://www.youtube.com/watch?v=3XMowFLKptQ
- Lula trata essa eleição como um terceiro mandato, integrantes do partido, queriam o terceiro mandato, mas teriam problemas no Senado e no Supremo. Está fazendo na prática , o que ditadores o fazem, uso acintoso da máquina pública.
- Hitler era tratado com desdém, Chávez, os venezuelanos achavam que poderiam contê-lo. Amigos me dizem que a economia do Brasil é mais complexa, seria mais difícil. Concordo, mas as instituições no Brasil, falharam no teste, não são tão resistentes. E no caso da vitória petista, os contínuos ataques as institutuições, como o TCU, STF, TSE, e imprensa, vão se intensificar aumentar na medida que o projeto de poder for se consolidando.
- O macartismo perseguitório do PT, antes não tão significante, com a chegada ao governo federal, se amplificou, basta ver o que fizeram na receita federal. Direitos individuais ameaçados em nome de um projeto de poder.
- Lula/PT, tentam derrubar presidentes e diretores de empresas privadas, não conseguiram emplacar o companheiro Sergio Rosa para presidente da Vale, mas é por hora, o presidente atual Roger Agnelli, caso Dilma vença, está com os dias contados. A Vale está na mira, quais são as próximas ? Derrubar presidentes de empresas privadas, para colocar companheiros. Não são posturas de democráticas.
- Como diz o Ferreira Gullar:
“O PT vem dos sindicatos, que são dominados por gangues. O Lula pertencia a um deles. São gangues, que ocupam as instituições, a máquina do Estado. A Petrobras hoje está infiltrada de gente do PT e dos sindicatos.”
Concordo com ele, democracia foi apenas uma palavra de ordem, não são realidade nesse ambiente.
Essa cooptação também dos movimentos sociais, é preocupante, quando o movimento negro faz um abraço a Petrobras, contra uma CPI. Alguma coisa está fora da ordem.
- Esse trabalho contínuo, de descontrução do que tudo o que foi feito antes, e que por sinal , Lula deveria ser eternamente grato, é muito comum em regimes totalitários.
- Não acredito em um presidente com tanta afinidade com ditadores como Chávez e Fidel . O excesso de democracia que Lula vê na Venezuela, é um grande aviso. É oportuno lembrar que quando Chavez esteve em dificuldades, o Lula foi o criador de um grupo internacional para dar sustentação ao seu governo, batizando-o disfarçadamente como amigos da Venezuela. Que amigos da onça!
E o chapeleiro bolivariano que Lula tentou empurrar para Honduras?
-E se o que comanda o PT, José Dirceu, afirma coisas como :
"A eleição da Dilma é mais importante do que a do Lula, porque é a eleição do projeto político, porque a Dilma nos representa. A Dilma não era uma liderança que tinha uma grande expressão popular, eleitoral, uma raiz histórica no país, como o Lula foi criando, como outros tiveram, o Brizola, o Arraes e tantos outros. Então, ela é a expressão do projeto político, da liderança do Lula e do nosso acúmulo desses 30 anos. Se queremos aprofundar as mudanças, temos que cuidar do partido e temos que cuidar dos movimentos sociais, da organização popular - discursou Dirceu, que teve de deixar o cargo de ministro da Casa Civil, em 2005, em meio ao escândalo do mensalão do PT."
http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2010/mat/2010/09/14/jose-dirceu-diz-que-lula-maior-que-pt-que-dilma-rousseff-sim-levara-acumulo-petista-ao-poder-917633493.asp
Se o chefão diz , quem sou eu para duvidar?
O Lula em 2002, era o Lulinha Paz e Amor, que não ia fazer nehuma loucura. Hoje é o presidente que usa todo o tempo e dinheiro do contribuinte para fazer campanha ilegal de seu candidato, criou um "ministério" para casar eventos do governo com a campanha da sua candidata. Com o nosso dinheiro, viajou de estado em estado, ameaçando e xingando senadores da oposição. Também ameaçou retaliar financeinaremente estados que elegessem governadores de oposição. Em um total desrepeito ao pacto federativo. Dá para confiar de novo na democracia dessa turma?
Para muitos, seria um exagero, teoria da conspiração, quando existem evidências em todos os lados.
- Para quem ainda acredita que o PT virou social-democrata moderado, seria interessante saber qual foi a postura do PT em relação ao fechamento da RCTV , TV Venezuela de oposição fechada por Chavez. Conforme matéria do Estadão.
http://acertodecontas.blog.br/atualidades/pt-e-governo-se-cala-sobre-fechamento-de-maior-emissora-de-tv-na-venezuela/
Sim, o PT assinou o manifesto aprovando o fechamento da TV da oposição.
- Amigos que já foram do PT, tem a mesma idéia, aquele conjunto de facções, mudou muito pouco. Um dos fundadores , o Hélio Bicudo, avisa sobre o grande perigo democrático que vivemos. O mundo do PT é aquele velho mundo marxista da luta de classes.
http://www.youtube.com/watch?v=9E4sMClc5Kw
- Há juristas como Ives Gandra, avisando do perigo real do retrocesso democrático do projeto aprovado pelo Lula e colocado como plano de governo da candidata Dilma( retirado para não assustar os eleitores)
http://www.youtube.com/watch?v=VQldMpBECvo
http://www.youtube.com/watch?v=zyCdMrBytb8
http://www.youtube.com/watch?v=3XMowFLKptQ
- Lula trata essa eleição como um terceiro mandato, integrantes do partido, queriam o terceiro mandato, mas teriam problemas no Senado e no Supremo. Está fazendo na prática , o que ditadores o fazem, uso acintoso da máquina pública.
- Hitler era tratado com desdém, Chávez, os venezuelanos achavam que poderiam contê-lo. Amigos me dizem que a economia do Brasil é mais complexa, seria mais difícil. Concordo, mas as instituições no Brasil, falharam no teste, não são tão resistentes. E no caso da vitória petista, os contínuos ataques as institutuições, como o TCU, STF, TSE, e imprensa, vão se intensificar aumentar na medida que o projeto de poder for se consolidando.
- O macartismo perseguitório do PT, antes não tão significante, com a chegada ao governo federal, se amplificou, basta ver o que fizeram na receita federal. Direitos individuais ameaçados em nome de um projeto de poder.
- Lula/PT, tentam derrubar presidentes e diretores de empresas privadas, não conseguiram emplacar o companheiro Sergio Rosa para presidente da Vale, mas é por hora, o presidente atual Roger Agnelli, caso Dilma vença, está com os dias contados. A Vale está na mira, quais são as próximas ? Derrubar presidentes de empresas privadas, para colocar companheiros. Não são posturas de democráticas.
- Como diz o Ferreira Gullar:
“O PT vem dos sindicatos, que são dominados por gangues. O Lula pertencia a um deles. São gangues, que ocupam as instituições, a máquina do Estado. A Petrobras hoje está infiltrada de gente do PT e dos sindicatos.”
Concordo com ele, democracia foi apenas uma palavra de ordem, não são realidade nesse ambiente.
Essa cooptação também dos movimentos sociais, é preocupante, quando o movimento negro faz um abraço a Petrobras, contra uma CPI. Alguma coisa está fora da ordem.
- Esse trabalho contínuo, de descontrução do que tudo o que foi feito antes, e que por sinal , Lula deveria ser eternamente grato, é muito comum em regimes totalitários.
- Não acredito em um presidente com tanta afinidade com ditadores como Chávez e Fidel . O excesso de democracia que Lula vê na Venezuela, é um grande aviso. É oportuno lembrar que quando Chavez esteve em dificuldades, o Lula foi o criador de um grupo internacional para dar sustentação ao seu governo, batizando-o disfarçadamente como amigos da Venezuela. Que amigos da onça!
E o chapeleiro bolivariano que Lula tentou empurrar para Honduras?
-E se o que comanda o PT, José Dirceu, afirma coisas como :
"A eleição da Dilma é mais importante do que a do Lula, porque é a eleição do projeto político, porque a Dilma nos representa. A Dilma não era uma liderança que tinha uma grande expressão popular, eleitoral, uma raiz histórica no país, como o Lula foi criando, como outros tiveram, o Brizola, o Arraes e tantos outros. Então, ela é a expressão do projeto político, da liderança do Lula e do nosso acúmulo desses 30 anos. Se queremos aprofundar as mudanças, temos que cuidar do partido e temos que cuidar dos movimentos sociais, da organização popular - discursou Dirceu, que teve de deixar o cargo de ministro da Casa Civil, em 2005, em meio ao escândalo do mensalão do PT."
http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2010/mat/2010/09/14/jose-dirceu-diz-que-lula-maior-que-pt-que-dilma-rousseff-sim-levara-acumulo-petista-ao-poder-917633493.asp
Se o chefão diz , quem sou eu para duvidar?
O Lula em 2002, era o Lulinha Paz e Amor, que não ia fazer nehuma loucura. Hoje é o presidente que usa todo o tempo e dinheiro do contribuinte para fazer campanha ilegal de seu candidato, criou um "ministério" para casar eventos do governo com a campanha da sua candidata. Com o nosso dinheiro, viajou de estado em estado, ameaçando e xingando senadores da oposição. Também ameaçou retaliar financeinaremente estados que elegessem governadores de oposição. Em um total desrepeito ao pacto federativo. Dá para confiar de novo na democracia dessa turma?
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ameaca a democracia,
jogo sujo do PT
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Pesquisa eleitoral da GPP: Serra na frente
Pesquisa GPP mostra empate técnico com Serra na frente Terça, 26 de Outubro de 2010
O instituto GPP registrou no TRE uma pesquisa onde mostra que o candidato José Serra lidera a disputa com 52% dos votos válidos e Dilma com 48%. Os números são diferentes dos divulgados pela mídia nacional, o que provoca um reboliço.
A pesquisa ouviu 4.047 pessoas entre os dias 22 e 24 de outubro no país inteiro, registramos a pesquisa para mostrar para a população e dizer o seguinte: "não viaje, fique na sua cidade e vote. Porque se isso acontecer, o Serra será presidente do Brasil. A eleição vai ser apertada para qualquer um dos lados", diz o candidato a vice-presidente Índio da Costa.
Segundo ainda informação do Instituto GPP, o único que acertou os números no primeiro turno, estes números são de uma pesquisa de campo e não do tracking tucano, que faz pesquisa telefônica. De qualquer maneira, eles estão próximos do que tem constatado o tracking: uma vantagem para Serra, mas ainda em situação de empate técnico.
O Instituto GPP goza de credibilidade e tem um histórico de acerto em pesquisas sobre intenção de votos, que realizou em outras disputas eleitorais, inclusive no primeiro turno das eleições presidenciais deste ano, quando acertou o resultado.
A pesquisa foi registrada no TRE sob o número 37.219/2010
Se entrarem no site da JOVEM PAN (http://jovempan.uol.com.br/enquete-brasil-eleicao-2010 ) vão ver que na enquete de ontem o Serra ficou na frente na maioria dos municípios pesquisados. (clique nas cidades sobre o mapa, aguarde e veja o resultado ao lado).
=============
Pesquisas já não servem de conforto
Painel - Renata Lo Prete
Folha de S.Paulo, 2.10.2010
A atitude petista hoje em nada lembra o excesso de confiança exibido na reta final do primeiro turno
AINDA QUE o antepenúltimo Datafolha da sucessão presidencial de 2010 tenha contribuído para tranquilizar integrantes da campanha de Dilma Rousseff -entre os quais havia, na véspera, quem genuinamente esperasse por uma redução da vantagem sobre José Serra-, a atitude petista hoje em nada lembra o excesso de confiança exibido na reta final do primeiro turno.
Mesmo com o quadro de estabilidade desenhado pela pesquisa, encontra-se, entre as vozes alinhadas com o governismo, até a opinião de que o debate da Rede Globo, amanhã à noite, poderá ser "decisivo".
Sério? Com 12 pontos de diferença pelo critério de votos válidos? Uma combinação de fatores explica esse surto de cautela.
Para começar, a zona de conforto de Dilma, embora razoável se considerado o curto intervalo de três dias daqui até a votação, não se compara à de Lula na mesma altura em 2002 (28 pontos sobre Serra) ou 2006 (22 sobre Geraldo Alckmin).
Existe ainda a necessidade de manter a tropa em estado de alerta.
O triunfalismo, antes adequado ao propósito de "criar um clima" para tentar liquidar a eleição pela via rápida, agora poderia desmobilizar a militância, tantas vezes valiosa para o PT na hora decisiva.
Acrescente-se a desconfiança que paira sobre as pesquisas em consequência dos erros cometidos no primeiro turno. Ela não atinge apenas o eleitor. Introduz um permanente "e se?" também na cabeça dos operadores da política.
Os levantamentos internos da campanha de Serra apontam Dilma à frente, porém bem mais próxima do tucano. A fotografia é semelhante à do GPP, historicamente ligado ao DEM, e diferente da apresentada pelos principais institutos.
É perfeitamente possível que estes últimos estejam certos -ou menos errados-, mas a dúvida sobrevive em razão de uma "verdade inconveniente": computadas tanto pesquisas feitas para divulgação quanto para consumo interno, os números apurados pela campanha de Serra foram os que mais se aproximaram do resultado do primeiro turno; os de Dilma superestimaram por larga margem sua dianteira.
Por fim, há a peculiaridade de uma disputa em que nenhum dos dois finalistas, sem prejuízo dos milhões de votos recebidos e a receber, conseguiu empolgar o eleitor.
Isso se reflete não somente no que ainda resta de indecisos (8%, segundo o Datafolha, contra 6% no mesmo momento de 2002 e 3% quatro anos atrás) mas também em fenômenos menos quantificáveis.
Nas "quális", mediadores se impressionam com a inconsistência da defesa tanto de Dilma quanto de Serra. Não raro, participantes mudam de voto uma ou duas vezes na mesma sessão. A questão, no entender de quem acompanhou eleições anteriores, é a escassez de argumentos à disposição do eleitor.
Chama a atenção que Lula seja, até hoje, "o" atributo conferido a Dilma nos grupos. Quanto a Serra, que buscou ser aceito como "continuador", acabou confinado ao cercado que a força do presidente no eleitorado lhe impôs.
À diferença do que aconteceu nos dias anteriores ao primeiro turno, não há movimentação visível. Mas, num terreno assim pantanoso, não estranha que tenha gente enxergando jacaré embaixo da cama.
RENATA LO PRETE é editora do Painel
O instituto GPP registrou no TRE uma pesquisa onde mostra que o candidato José Serra lidera a disputa com 52% dos votos válidos e Dilma com 48%. Os números são diferentes dos divulgados pela mídia nacional, o que provoca um reboliço.
A pesquisa ouviu 4.047 pessoas entre os dias 22 e 24 de outubro no país inteiro, registramos a pesquisa para mostrar para a população e dizer o seguinte: "não viaje, fique na sua cidade e vote. Porque se isso acontecer, o Serra será presidente do Brasil. A eleição vai ser apertada para qualquer um dos lados", diz o candidato a vice-presidente Índio da Costa.
Segundo ainda informação do Instituto GPP, o único que acertou os números no primeiro turno, estes números são de uma pesquisa de campo e não do tracking tucano, que faz pesquisa telefônica. De qualquer maneira, eles estão próximos do que tem constatado o tracking: uma vantagem para Serra, mas ainda em situação de empate técnico.
O Instituto GPP goza de credibilidade e tem um histórico de acerto em pesquisas sobre intenção de votos, que realizou em outras disputas eleitorais, inclusive no primeiro turno das eleições presidenciais deste ano, quando acertou o resultado.
A pesquisa foi registrada no TRE sob o número 37.219/2010
Se entrarem no site da JOVEM PAN (http://jovempan.uol.com.br/enquete-brasil-eleicao-2010 ) vão ver que na enquete de ontem o Serra ficou na frente na maioria dos municípios pesquisados. (clique nas cidades sobre o mapa, aguarde e veja o resultado ao lado).
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Pesquisas já não servem de conforto
Painel - Renata Lo Prete
Folha de S.Paulo, 2.10.2010
A atitude petista hoje em nada lembra o excesso de confiança exibido na reta final do primeiro turno
AINDA QUE o antepenúltimo Datafolha da sucessão presidencial de 2010 tenha contribuído para tranquilizar integrantes da campanha de Dilma Rousseff -entre os quais havia, na véspera, quem genuinamente esperasse por uma redução da vantagem sobre José Serra-, a atitude petista hoje em nada lembra o excesso de confiança exibido na reta final do primeiro turno.
Mesmo com o quadro de estabilidade desenhado pela pesquisa, encontra-se, entre as vozes alinhadas com o governismo, até a opinião de que o debate da Rede Globo, amanhã à noite, poderá ser "decisivo".
Sério? Com 12 pontos de diferença pelo critério de votos válidos? Uma combinação de fatores explica esse surto de cautela.
Para começar, a zona de conforto de Dilma, embora razoável se considerado o curto intervalo de três dias daqui até a votação, não se compara à de Lula na mesma altura em 2002 (28 pontos sobre Serra) ou 2006 (22 sobre Geraldo Alckmin).
Existe ainda a necessidade de manter a tropa em estado de alerta.
O triunfalismo, antes adequado ao propósito de "criar um clima" para tentar liquidar a eleição pela via rápida, agora poderia desmobilizar a militância, tantas vezes valiosa para o PT na hora decisiva.
Acrescente-se a desconfiança que paira sobre as pesquisas em consequência dos erros cometidos no primeiro turno. Ela não atinge apenas o eleitor. Introduz um permanente "e se?" também na cabeça dos operadores da política.
Os levantamentos internos da campanha de Serra apontam Dilma à frente, porém bem mais próxima do tucano. A fotografia é semelhante à do GPP, historicamente ligado ao DEM, e diferente da apresentada pelos principais institutos.
É perfeitamente possível que estes últimos estejam certos -ou menos errados-, mas a dúvida sobrevive em razão de uma "verdade inconveniente": computadas tanto pesquisas feitas para divulgação quanto para consumo interno, os números apurados pela campanha de Serra foram os que mais se aproximaram do resultado do primeiro turno; os de Dilma superestimaram por larga margem sua dianteira.
Por fim, há a peculiaridade de uma disputa em que nenhum dos dois finalistas, sem prejuízo dos milhões de votos recebidos e a receber, conseguiu empolgar o eleitor.
Isso se reflete não somente no que ainda resta de indecisos (8%, segundo o Datafolha, contra 6% no mesmo momento de 2002 e 3% quatro anos atrás) mas também em fenômenos menos quantificáveis.
Nas "quális", mediadores se impressionam com a inconsistência da defesa tanto de Dilma quanto de Serra. Não raro, participantes mudam de voto uma ou duas vezes na mesma sessão. A questão, no entender de quem acompanhou eleições anteriores, é a escassez de argumentos à disposição do eleitor.
Chama a atenção que Lula seja, até hoje, "o" atributo conferido a Dilma nos grupos. Quanto a Serra, que buscou ser aceito como "continuador", acabou confinado ao cercado que a força do presidente no eleitorado lhe impôs.
À diferença do que aconteceu nos dias anteriores ao primeiro turno, não há movimentação visível. Mas, num terreno assim pantanoso, não estranha que tenha gente enxergando jacaré embaixo da cama.
RENATA LO PRETE é editora do Painel
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Campanha eleitoral,
pesquisa eleitoral
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Nova pesquisa eleitoral, em 26.10.2010
No GPP, diferença em favor de Dilma é de 5,5 pontos
O jornal Diário de S. Paulo publica hoje pesquisa eleitoral nacional feita pelo Instituto GPP. No levantamento, a diferença entre a petista Dilma Rousseff e o tucano José Serra é de 5,5 pontos percentuais nos votos totais e de 6,4 pontos nos votos válidos. A margem de erro é de 1,8 ponto para mais ou para menos. O levantamento foi feito entre os dias 23 e 25 de outubro.
Candidato Totais Válidos
Dilma Rousseff 46,4% 53,2%
José Serra 40,9% 46,8%
Não sabe 6,6%
Nulo/Nenhum 6,1%
O jornal Diário de S. Paulo publica hoje pesquisa eleitoral nacional feita pelo Instituto GPP. No levantamento, a diferença entre a petista Dilma Rousseff e o tucano José Serra é de 5,5 pontos percentuais nos votos totais e de 6,4 pontos nos votos válidos. A margem de erro é de 1,8 ponto para mais ou para menos. O levantamento foi feito entre os dias 23 e 25 de outubro.
Candidato Totais Válidos
Dilma Rousseff 46,4% 53,2%
José Serra 40,9% 46,8%
Não sabe 6,6%
Nulo/Nenhum 6,1%
Tracking dos numeros eleitorais
Reproduzo do blog do meu amigo Orlando Tambosi:
Acabo de receber, de um amigo bem informado, algumas informações do tracking interno do PSDB:
Serra na frente em Minas por 5%.
Em São Paulo com 22% a mais.
No Sul com 14% a mais.
No Rio, diminuiu a diferença para apenas 10%, quando já foi de 20%.
No Nordeste Serra perde por 32% ( já foi de 44% ).
Pelas projeções da cúpula da campanha, se José Serra abrir uma diferença em Minas de 12% nesta semana que falta, fatura a eleição.
Por enquanto, praticamente há empate. A bola está com vocês, mineiros! No dia 31, é gol!
Acabo de receber, de um amigo bem informado, algumas informações do tracking interno do PSDB:
Serra na frente em Minas por 5%.
Em São Paulo com 22% a mais.
No Sul com 14% a mais.
No Rio, diminuiu a diferença para apenas 10%, quando já foi de 20%.
No Nordeste Serra perde por 32% ( já foi de 44% ).
Pelas projeções da cúpula da campanha, se José Serra abrir uma diferença em Minas de 12% nesta semana que falta, fatura a eleição.
Por enquanto, praticamente há empate. A bola está com vocês, mineiros! No dia 31, é gol!
Paulo Brossard considera a democracia agredida...
A democracia agredida
Paulo Brossard
Jornal Zero Hora (Porto Alegre), 26/10/2010
Eu era estudante em 1945 e participei da campanha pela redemocratização do país e votei na eleição de 2 de dezembro daquele ano para presidente da República e para a constituinte que elaboraria a Constituição de 18 de setembro de 1946.
Encerrava-se o longo e triste ciclo do Estado Novo, durante o qual houve de tudo, a começar pela destruição dos valores democráticos e pelo endeusamento do ditador, à semelhança do que se fizera nos países totalitários da Europa. E continuei a participar de campanhas e eleições até ser nomeado para o Ministério da Justiça e, posteriormente, para o Supremo Tribunal Federal. Sempre entendi que o ministro da Justiça não deveria ser parte da campanha, mais do que qualquer outro não podendo ser, ao mesmo tempo, autoridade e ator, pois a ele competiria a adoção de medidas que se fizessem necessárias no período eleitoral.
Digo isto para salientar que em mais de 40 anos fui testemunha de muito “excesso” e “abuso”, mas nunca tinha visto o que passei a ver e continuo a assistir dia a dia se agravando. E isto é tanto mais significativo quando em quase todos os sentidos o país tem progredido e em muitos deles o progresso chega a ser notável; no que tange à instrumentalidade eleitoral, por exemplo, é quase inacreditável o aperfeiçoamento, mas no momento em que o chefe do Estado se despe da faixa presidencial e assume a chefia real e formal da campanha de um candidato e em cerimônia oficial insulta o candidato, por sinal, da oposição, chamando-o de mentiroso, ele se despe da magistratura presidencial, inerente à Presidência, e ingressa no mundo da ilicitude, que, para um presidente, é a mais grave das infrações às suas indisponíveis responsabilidades.
De resto, isto é a porta aberta para a consumação de todas as truculências verbais e físicas. É preciso não esquecer que a violência é doença contagiosa, e com a publicidade que o governo dispõe ele pode incendiar o país. O presidente quer ganhar a eleição a qualquer custo e pode ganhar, mas a sua eleita pode não governar. Já vi coisa parecida e não terminou bem. O presidente alinhou o Brasil na maçaroca do coronel Chávez. A partir de agora alguém pode sair às ruas portando um cartaz, seja do que e de quem for, sem correr o risco de ser agredido pela guarda de choque do presidente. Foi assim na Itália fascista e na Alemanha nazista.
O que efetivamente aconteceu ganhou uma versão cor-de-rosa na publicidade do governo. O agredido de ontem não foi o cidadão apontado de “mentiroso” pelo presidente da República, foi cada um de nós, foram as instituições democráticas. Para começar um incêndio basta um fósforo, para extingui-lo pode custar o incalculável.
Não preciso dizer que estou profundamente impressionado com o rumo que o presidente está dando à sua incursão empreendida na orla da horda. Ele fez um pacto com a fortuna, do qual o imprevisto é sempre possível.
Paulo Brossard
Jornal Zero Hora (Porto Alegre), 26/10/2010
Eu era estudante em 1945 e participei da campanha pela redemocratização do país e votei na eleição de 2 de dezembro daquele ano para presidente da República e para a constituinte que elaboraria a Constituição de 18 de setembro de 1946.
Encerrava-se o longo e triste ciclo do Estado Novo, durante o qual houve de tudo, a começar pela destruição dos valores democráticos e pelo endeusamento do ditador, à semelhança do que se fizera nos países totalitários da Europa. E continuei a participar de campanhas e eleições até ser nomeado para o Ministério da Justiça e, posteriormente, para o Supremo Tribunal Federal. Sempre entendi que o ministro da Justiça não deveria ser parte da campanha, mais do que qualquer outro não podendo ser, ao mesmo tempo, autoridade e ator, pois a ele competiria a adoção de medidas que se fizessem necessárias no período eleitoral.
Digo isto para salientar que em mais de 40 anos fui testemunha de muito “excesso” e “abuso”, mas nunca tinha visto o que passei a ver e continuo a assistir dia a dia se agravando. E isto é tanto mais significativo quando em quase todos os sentidos o país tem progredido e em muitos deles o progresso chega a ser notável; no que tange à instrumentalidade eleitoral, por exemplo, é quase inacreditável o aperfeiçoamento, mas no momento em que o chefe do Estado se despe da faixa presidencial e assume a chefia real e formal da campanha de um candidato e em cerimônia oficial insulta o candidato, por sinal, da oposição, chamando-o de mentiroso, ele se despe da magistratura presidencial, inerente à Presidência, e ingressa no mundo da ilicitude, que, para um presidente, é a mais grave das infrações às suas indisponíveis responsabilidades.
De resto, isto é a porta aberta para a consumação de todas as truculências verbais e físicas. É preciso não esquecer que a violência é doença contagiosa, e com a publicidade que o governo dispõe ele pode incendiar o país. O presidente quer ganhar a eleição a qualquer custo e pode ganhar, mas a sua eleita pode não governar. Já vi coisa parecida e não terminou bem. O presidente alinhou o Brasil na maçaroca do coronel Chávez. A partir de agora alguém pode sair às ruas portando um cartaz, seja do que e de quem for, sem correr o risco de ser agredido pela guarda de choque do presidente. Foi assim na Itália fascista e na Alemanha nazista.
O que efetivamente aconteceu ganhou uma versão cor-de-rosa na publicidade do governo. O agredido de ontem não foi o cidadão apontado de “mentiroso” pelo presidente da República, foi cada um de nós, foram as instituições democráticas. Para começar um incêndio basta um fósforo, para extingui-lo pode custar o incalculável.
Não preciso dizer que estou profundamente impressionado com o rumo que o presidente está dando à sua incursão empreendida na orla da horda. Ele fez um pacto com a fortuna, do qual o imprevisto é sempre possível.
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Paulo Brossard
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Compondo um governo Serra (a pressa da imprensa)
Armínio é o preferido de Serra para a economia
Raymundo Costa | De São Paulo
25/10/2010
Claudio Belli/Valor - 4/10/2010
Serra com Aloysio Nunes Ferreira: senador eleito pelo PSDB paulista, é o principal articulador político do tucano, o que o leva a ser cogitado à Casa Civil
O governo ideal de Serra teria o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga no comando da economia. O candidato do PSDB pouco tem encontrado Fraga, mas de cada uma das conversas - às vezes um telefonema curto - sempre saiu bem impressionado. Muitas conversas curtas, e uma longa, de cerca de três horas, recentemente. O problema é que o ex-presidente do BC está negociando uma associação do Gávea - fundo de investimentos de Fraga - com o JPMorgan Chase. E o acerto inclui a permanência de Armínio Fraga no comando do fundo.
Tucanos avaliam que Serra, conhecido por sua persistência, pode convencer o Morgan a liberar Armínio Fraga. Mas o simples fato de pensar em Armínio e respeitar suas ideias sobre o câmbio servem de passaporte para Serra tranquilizar os mercados: ninguém desconhece que o candidato do PSDB acha que o real está "supervalorizado" - segundo sua própria expressão - e vai trabalhar no sentido de reverter a tendência de desvalorização do dólar. Mas nada da noite para o dia - o projeto de Serra é estabelecer uma "trajetória de ajuste do câmbio", segundo interlocutores do candidato tucano.
Serra, na realidade, não tem problemas para a formação de equipe na área econômica. Alguns nomes têm escalação garantida, no lugar que as conveniências políticas do tucano permitirem. Um exemplo: o economista José Roberto Afonso, que o tucano sempre consulta, sobretudo em relação a assuntos fiscais. Zé Roberto, como é chamado, foi o principal autor da Lei de Responsabilidade Fiscal. Pode ir para a Secretaria do Tesouro ou para a Secretaria do Orçamento, num primeiro momento. Depois pode até ser ministro, caso Serra seja eleito presidente.
Outro é Geraldo Biasoto, presidente da Fundação de Desenvolvimento Administrativo de São Paulo (Fundap), seja na área do BC (é especialista no assunto cambial), seja na Previdência Social - ele fez o capítulo previdenciário do programa de governo de Serra. Ou ainda Gesner de Oliveira, cotado para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O secretário de Planejamento de São Paulo, Francisco Vidal Luna, é outra indicação certa, mas talvez tenha que abdicar do Ministério do Planejamento, cargo que Serra, sendo presidente, pode destinar a um nome do Rio de Janeiro.
A questão regional é crucial para Serra. O candidato do PSDB tem refletido sobre o "antipaulistismo" com o qual se deparou durante a campanha, nem sempre provocado por iniciativas suas, como é o caso da Zona Franca de Manaus, que combateu na Assembleia Constituinte. O último presidente eleito paulista não tomou posse: Júlio Prestes (1930). Jânio Quadros era de Mato Grosso, Fernando Henrique Cardoso é carioca e Luiz Inácio Lula da Silva, pernambucano. José Serra é paulista.
Paulista deve ser também o principal nome da articulação política do PSDB, caso Serra seja eleito presidente: Aloysio Nunes Ferreira e seus mais de 11 milhões de voto para o Senado. Aloysio é considerado pule de dez para a Casa Civil da Presidência da República. Amigo de Serra, atribui-se ao senador eleito por São Paulo as costuras bem sucedidas na Câmara de Vereadores e na Assembleia Legislativa, quando José Serra ocupou a prefeitura e o governo do Estado.
Na hipótese de Serra ser o escolhido do eleitor, caberá a Aécio Neves indicar mais de um ministro, provavelmente aqueles de maior potencial eleitoral - segundo tucanos, Aécio será o candidato do PSDB a presidente da República já em 2014. Os tucanos avaliam acabar com a reeleição para os chefes de executivo. Apesar da maioria do PMDB, Aécio, num governo Serra, também deve tentar a presidência do Senado. Mas só nos últimos dois anos da legislatura, coincidindo o final de seu mandato de presidente com as eleições gerais. Como haverá a troca de legislatura, Aécio também poderá ficar no comando do Senado, caso a regra da reeleição para cargos eletivos do executivo não mudar. Um dos ministérios que Aécio pode pedir é o de Transportes, principalmente se o novo senador chegar a um acordo com Serra sobre a estadualização de estradas federais e o repasse da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), o chamado "imposto da gasolina", aos Estados.
Já na campanha presidencial de 2002, José Serra falava em "governar com o PT". Foi a eleição que o tucano perdeu para Lula. Agora, mesmo com a radicalização na reta final da campanha, ou sobretudo por causa dela, Serra ainda pensa em recorrer ao que chama de sua "bancada" no PT. Um dos nomes citado entre os tucanos é o do ex-deputado Luiz Carlos Sigmaringa Seixas, hoje dono de um bem sucedido escritório de advocacia em Brasília. "Sig", como é mais conhecido, é amigo de Lula, desses de frequentar o Palácio da Alvorada nos fins de semana, e na constituinte integrava o "grupo dos quatros" - os outros eram Serra, Miro Teixeira (PDT) e Nelson Jobim (ministro da Defesa) - que andava sempre junto. Em ocasiões sociais e nos trabalhos da assembleia. Ele poderia ser ministro da Justiça, cargo para o qual, em princípio, está cotado aquele que Serra passou a considerar "um dos melhores homens públicos que conheci", quando era governador: Luiz Antonio Guimarães Marrey, chefe da Casa Civil do governo de São Paulo e ex-secretário da Justiça de Serra. Marrey, de qualquer forma, deve integrar a equipe de Serra, se o tucano for eleito no dia 31.
Além de uma boa distribuição regional do ministério, o PSDB já se ocupa com a partilha partidária. O Democratas terá lugar assegurado num governo Serra. Os indicados devem sair do DEM da Bahia, Pernambuco e Santa Catarina, onde o partido ganhou o governo estadual com Raimundo Colombo. Os nomes citados são ACM Neto (BA), José Carlos Aleluia (BA), Marco Maciel (PE) e Jorge Bornhausen (SC). Os dois últimos podem indicar ministros, em vez de eles mesmos assumirem cargos. Aleluia e Marco Maciel são vistos na campanha de Serra como aqueles que "foram para o sacrifício" para garantir um palanque tucano nos dois Estados em que é mais alta a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Neste capítulo entram ainda o deputado Fernando Gabeira que, embora seja do PV, pode ficar no Ministério da Cultura. O Ministério do Meio Ambiente tem boas ofertas: Fabio Feldmann, de São Paulo, e o secretário ambiental de Minas Gerais, José Carlos Carvalho. Na Pasta também cabe o encarregado do programa de governo de Serra, Xico Graziano, embora o mais provável é que ele ocupe o Ministério da Agricultura com a missão de negociar um entendimento entre os ambientalistas e o agronegócio. Na visão tanto de Serra quanto na de Graziano, os dois não são excludentes. A Graziano caberia também acabar com o discurso da reforma agrária, a partir do reforço de políticas de agricultura familiar por meio do Pronaf.
Se eleito, José Serra será mais generoso com Fernando Henrique Cardoso do que o foi na campanha, principalmente no primeiro turno, quando "escondeu" o ex-presidente de sua propaganda. FHC deve influir muito no governo Serra e na escolha do chanceler tucano. Atualmente, três nomes são falados entre os tucanos: Sérgio Amaral, Rubens Ricupero e Rubens Barbosa. Curiosamente, o perfil do chanceler desejado por Serra cabe sob medida no figurino do atual ministro Celso Amorim. O tucano quer alguém agressivo no comércio exterior. Amorim foi quem negociou com a Organização Mundial do Comércio (OMC) a quebra de patente de medicamentos.
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