quinta-feira, 17 de setembro de 2009

106) Ascensoa de novos candidatos

Análise efetuada por Maurício David, com base em recentes pesquisas de opinião:

CIRO GOMES VEM AÍ !

1. Coluna recente do Ancelmo, no Globo (09), divulgou como primeira nota uma pesquisa nacional do IBOPE, onde Serra teria 42%, Ciro 14%, Dilma 13% (caindo 5 pontos), Heloísa Helena 7% e Marina Silva 3%. Essa é a informação que se divulga nas esquinas da política desde fins de agosto, com base em pesquisas regionais e nacionais. Com a saída de H. Helena para candidata ao Senado, Marina tende a ocupar o seu lugar, apenas.

2. Nesta semana, o Estadão abriu rasgados elogios a Marina em editorial e, ontem, destacando uma das listas da Sensus (improvável), abriu uma matéria dizendo: "Marina larga com 9,5%", o que é um exagero. Cesar Maia chamou a atenção para pesquisa Sensus, onde em nenhuma lista apareciam Dilma e Ciro juntos, o que certamente mostraria Ciro na frente de Dilma.

3. A percepção crescente das fragilidades da candidatura de Dilma pode ser caricaturizada por sua plástica, onde o cirurgião puxou os cantos da boca como se quisesse soldar um sorriso. O paradoxal é que a mudança plástica de sua expressão de durona, que ajudava numa conjuntura de desgaste dos políticos, foi transferida de mão beijada para o Ciro, que a tem naturalmente.

4. Ciro começa a emergir como o candidato mais forte do campo do governo. Espertamente exalta Lula enquanto desmonta o governo, o que ajudará seu discurso em campanha, num clássico "mantenho tudo o que é bom e corrijo os erros". Ciro tem quatro características que o ajudam em campanha. A primeira é sua expressão de seriedade neste momento.

5. A segunda é estar convencido de que tudo o que diz é verdade e de que sabe o que fala, especialmente em matéria econômica. Isso ajuda muito a imagem na TV, cuja cobertura é diária. A terceira traz votos, mas é perigosa. A maneira com que trata o Congresso, confundindo políticos eventuais com sua rejeição à instituição, sinalizando uma vontade de autoritarismo. Mas é uma comunicação que agrada ao distinto público. E a quarta é já ter aberto vantagem no Nordeste em relação à Dilma.

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